quarta-feira, 24 de junho de 2009

O PRIMEIRO AUTOR GREGO


Ésquilo, o primeiro grande autor trágico, nasceu em Elêusis no ano de 525 a.C., participou da batalha de Maratona no ano de 490 a.C. e, por muitas vezes, esteve na Sicília, onde morreu no ano de 456 a.C. Ésquilo acreditava que o Autor era, antes de tudo um educador.

Ele acreditava que se os atores sofressem em cena, isso despertaria os sentimentos de terror e piedade dos espectadores porporcionando-lhes o alívio ou purgação desses sentimentos. Ocorreria assim a purificação das paixões - Catarse.

Ésquilo, o primeiro autor a introduzir um segundo ator nas representações, escreveu mais de oitenta obras dentre as quais destacam-se Os persas(472), Os sete contra Tebas(467), As suplicantes (acredita-se que seja de 463), Prometeu acorrentado (de data desconhecida e autenticidade duvidosa) e as três peças da Oréstia (458): Agamenon, As coéoras e As eumênides.

Durante muito tempo acreditou-se que as trilogias ou tetralogias articuladas, ou seja, três tragédias de uma mesma lenda seguidas de um drama satírico, existiram desde a origem do teatro. Essa teoria começou a ser questionada a partir do momento em que As suplicantes não foram mais consideradas como a mais antiga obra de Ésquilo. Por isso, alguns estudiosos acreditam que foi Ésquilo quem instituiu as trilogias ou tetralogias articuladas. A única trilogia completa de Ésquilo que conhecemos é a Oréstia. Por meio dela pode-se tentar compreender um pouco o pensamento desse autor, sobretudo porque ela foi escrita pouco antes de sua morte.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

PRIMEIRO ATOR GREGO : TÉSPIS DE ÁTICA


Quase nada se sabe da vida de Téspis, apenas que teria começado a representar em um Coro, chegando a ser líder de um deles.
Ator grego do começo do século V a.C., trazido de Icárias onde teria nascido, pelo Tirano de Atenas Pisístrato, um amante da arte de imitar. É conhecido como o primeiro ator do mundo ocidental
Nessa época, as apresentações públicas possuíam um caráter litúrgico e não artístico.
Téspis criou o conceito de “monólogo” ao apresentar-se na Grande Dionisíaca da Grécia Antiga, no século V a.C. em Atenas.
Viajou pela Grécia , sozinho ou com seu Coro, numa carroça que mais tarde ficaria conhecida como “carro de Téspis”.
Téspis desenvolveu o uso de máscaras para representar
Em 1974 um grupo de jovens batizou de Téspis o grupo de teatro que formaram.
Foi registrado em cartório no dia 27 de março de 1974. Dia 27 de março é o dia mundial do Teatro.
Criador de “O Menino Maluquinho”, espetáculo de maior sucesso do grupo

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A IMPORTÂNCIA DO CORO NO TEATRO GREGO


Termo que provém do grego chorós, que, na Grécia antiga, designava um grupo de dançarinos e cantores usando máscaras que participavam ativamente nas festividades religiosas e nas representações teatrais. Na tragédia clássica, o coro é uma personagem coletiva que tem a missão de cantar partes significativas do drama.O coro era composto pelos narradores da história que, através de representação, canções e danças, relatavam as façanhas do personagem. Era o intermediário entre o ator e a platéia, e trazia os pensamentos e sentimentos à tona, além de pronunciar também a conclusão da peça.
De início, o texto do coro constituía a parte principal do drama, ao qual se interpolavam monólogos e diálogos. Com o desenvolvimento da tragédia, o coro fixou-se como uma parte secundária do texto dramática, geralmente reservada ao comentário público.
Com o desenvolvimento do drama, o coro perde a sua configuração e importância original, abandonando a representação de uma personagem coletiva. A parte coral pode então ser executada por um só cantor. Pelo seu carácter repetitivo, o coro aproxima-se da função do refrão.
A função original do coro da tragédia grega não se perde nesta concepção: ele funciona sempre como um espectador ideal que se responsabiliza pelo equilíbrio das emoções e pela moderação dos discursos. Na tragédia clássica, existe um elo de ligação muito forte entre o drama e o coro. De fato, crê-se que a tragédia tenha surgido em virtude das atuações quer líricas quer religiosas de um coro composto por dançarinos mascarados que cantavam.
A Comédia Nova e a Comédia Antiga possuem muitas diferenças. Na Comédia Nova o coro já não é um elemento atuante, sua participação fica resumida à coreografia dos momentos de pausa da ação. Na Comédia Nova a política já quase não é discutida.
Ou seja, o coro tinha várias funções no teatro grego: é uma personagem da peça; fornece conselhos, exprime opiniões, coloca questões, e por vezes toma parte ativa na ação. Ao coro competia também criticar valores de ordem social e moral e, por outro lado, tinha ainda o papel de espectador ideal ou voz da opinião pública